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Beijos de Luz no seu Coração e na Alma.


Paz Profunda.
Levy






sábado, 19 de junho de 2010

UBUNTU

Existe uma palavra na língua portuguesa difícil de ser traduzida para outras línguas:  SAUDADE.
Em vários países africanos, tem também uma bem maior em significado do que qualquer tradução:  UBUNTU
Ubuntu 
É uma ética ou ideologia da África, de toda a África, em particular a palavra é de origem Bantu. 
É uma filosofia Africana que existe em vários países da África, que foca nas alianças e relacionamentos das pessoas umas com as outras. 
A palavra vem das línguas dos povos Banto, na África do Sul nas línguas Zulu eXhosa.
Ubuntu é tido como um conceito tradicional africano. Uma tentativa de tradução para a Língua Portuguesa poderia ser "humanidade para com os outros". Uma outra tradução poderia ser "a crença no compartilhamento que conecta toda a humanidade".
O prêmio Nobel da Paz, o bispo sul-africano Desmond Tutu, uma vez explicou: “ubuntu é a essência do ser humano. Você não pode viver isoladamente, você não pode ser humano se é só.
“Uma pessoa com ubuntu está aberta e disponível aos outros, não-
preocupada em julgar os outros como bons ou maus, e tem consciência de que faz parte de algo maior e que é tão diminuída quanto seus semelhantes que são diminuídos ou humilhados, torturados ou oprimidos.”

Para outro Nobel da Paz, o ex-presidente Nelson Mandela: “para ser feliz é preciso viver em coletividade, em harmonia com quem está a sua volta. Ou seja, tudo de bom que você pode sentir ou desejar a uma pessoa, os africanos resumiram em apenas seis letras.
Ubuntu é visto como um dos princípios fundamentais da nova república da África do Sul (no Zimbabue por exemplo). 
Ubuntu tem sido usado como forma de resistência à opressão existente no país, e está intimamente ligado à ideia de uma Renascença Africana. 
Na esfera política, o conceito do Ubuntu é utilizado para enfatizar a necessidade da união e do consenso nas tomadas de decisão, bem como na ética humanitária envolvida nessas decisões.

“O conceito do Ubuntu define um indivíduo em termos de seus relacionamentos com os outros, e enfatiza a importância do Ubuntu como um conceito religioso, assentando na máxima Zulu: umuntu ngumuntu ngabantu (uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas), que aparentemente não tem conotação religiosa na sociedade ocidental. 
No contexto africano, isso sugere que o indivíduo se caracteriza pela humanidade com seus semelhantes e através da veneração aos seus ancestrais.
Assim, aqueles que compartilham do princípio do Ubuntu no decorrer de suas vidas continuarão em união com os vivos após a sua morte” (Louw, Dirk J. 1998 - “Ubuntu: An African Assessment of the Religious Other").
Vigésimo Congresso Mundial de Filosofia. 
 Ubuntu, uma lição fácil de aprender, melhor ainda de viver África, a casa de todos nós. O primeiro homem foi africano, por isso entender esse continente é entender um pouco o que somos. 
Cinqüenta e três países, quase 900 milhões de habitantes, mais de mil idiomas.
De que forma vemos os africanos? Talvez jamais tenhamos olhado da forma devida para eles. 
Que tal uma Copa do Mundo para romper o preconceito? 
Um torneio de futebol terá o poder de inverter o mapa mundi. 
A África passará a ser o centro de tudo. 
Teremos a chance de conhecer melhor nosso irmãos.
E eles nos oferecem uma lição simples: ubuntu, uma palavra comum em várias línguas africanas, geralmente traduzida como humanidade.
Mas é pouco. Ubuntu, uma palavra e muitos significados: amizade, solidariedade, compaixão, perdão, irmandade, o amor ao próximo. 
A capacidade de entender e aceitar o outro.
Ubuntu, é isso que este continente deseja transmitir ao mundo durante a Copa.
Uma lição fácil de aprender, melhor ainda de viver. 
Ubuntu para todos nós.
Ubuntu, a mensagem que a África quer passar na Copa
Fontes: Jornal Primeira Hora e Jornal Nacional

domingo, 13 de junho de 2010

O Destino da Humanidade


Não nos restam dúvidas que nossa civilização está à beira do colapso.
Nunca antes estivemos mergulhados em tantas crises ao mesmo tempo: superpopulação humana, pobreza e desigualdade social, crise financeira mundial, crise alimentar, crise energética, escassez de água e petróleo, consumismo frenético, ameaças de terrorismo e guerras nucleares, o reaparecimento de doenças mortais, escândalos envolvendo políticos, quedas de governos, mudanças climáticas e o aumento impressionante das catástrofes naturais e da extinção de espécies, além do agravamento da violência e distúrbios civis. 
Qualquer um que usar a inteligência deve compreender que, independentemente das profecias de 2012 se realizarem, nossa sociedade está caminhando a passos largos em direção ao precipício. Basta ser um bom observador e perceber isso. Por mais absurdo que possa parecer, isso não é nem um pouco irracional. Se voltar no tempo verá que grandes civilizações entraram em colapso quando atingiram o auge intelectual e tecnológico. Num só golpe elas desaparecerem da face da Terra, deixando apenas perguntas sem respostas e um grande mistério.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Demita seus Gurus

O seguidor não percorre uma trajetória própria, e sim a de um outro, porque se trata de um caminho já palmilhado. Portanto, não há necessidade de muito esforço para segui-lo. Tampouco o discípulo aprende as mesmas lições. A conclusão a que o mestre chega - o resultado do trabalho espiritual - não é a mesma a que chega seu seguidor. O mestre experimentou tanto a trajetória quanto o destino. O discípulo conhece apenas o destino, conforme descrito pelo mestre. 
Esta é a razão pela qual os discípulos quase sempre são mais santos do que o papa e mais radicais em suas opiniões do que o mestre. Tais opiniões, não raro, podem ser reduzidas a cápsulas de fácil digestão. Afinal, quanto mais inseguras forem as pessoas, tanto mais se apegarão à "verdade". Além disso, a maior parte dos discípulos não entende totalmente os ensinamentos do mestre, por isso insights sutis e complexos são pasteurizados de forma a que se convertam em conceitos de fácil absorção e entendimento. 
Os gurus prometem a iluminação para o futuro, e condenam seguidores à dependência 
O paradoxo que muita gente encontra em sua busca por iluminação se deve ao fato de que esse estado de consciência não corresponde ao apego a "verdades" e "fatos". Muitas verdades e fatos não passam de pressupostos ou formas de lidar com a realidade. A palavra "fato", em seu sentido original no latim, "facere", significa "fazer". Um fato não é uma verdade, e sim uma criação. Portanto, não perdemos nossa "natureza búdica" por causa daquilo que não sabemos, e sim por causa daquilo que estamos convictos de saber porque outras pessoas assim nos disseram. No momento em que nos convencemos de que alguma coisa é fato, perdemos contato com a realidade. Reduzimos a verdade (supondo-se que ela exista) a uma palavra ou um método, e nos fechamos ao aprendizado e ao crescimento. 
Talvez os gurus não sejam mestres a serem imitados. Talvez sejam muito mais exemplos que podem nos servir de inspiração. Eles nos mostram que é possível atingir um estado superior de consciência, mas cabe a nós chegar lá. Portanto, é hora de mandar embora os gurus (fatos, verdades, crenças, princípios, dogmas) para que o guru dentro de nós aflore. É hora de nos tornarmos tão grandes quanto os gurus que seguimos - tão autênticos, peculiares e obstinados quanto eles. Não se trata de um ato de transgressão ou de desrespeito. A maior homenagem que podemos prestar a nossos gurus é deixar claro que não precisamos mais deles. O tratamento deu certo: "o guru morreu”. 
Este artigo foi publicado originalmente na edição de setembro de 2007 da revista Ode

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