Cidadania, ética e valores morais



Cidadania, ética e valores morais
Espiritualidade.

Temos uma missão, um objetivo, que se inicia pelo seu interesse, pela sua atenção.

O convido para inscrever-se no Boletim informativo, permitindo o envio para o seu e-mail.

Na Blogosfera do Bem, ou no CIBERESPAÇO de Luz estaremos unidos para a construção

do novo paradigma Civilizacional para este terceiro milênio, na SOMA, AMOR+Luz.

Beijos de Luz no seu Coração e na Alma.

Paz Profunda.

Levy


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nossa sociedade não respeita o que é público



O brasileiro tem dificuldade em respeitar leis e instituições.

Essa é a opinião dos especialistas do Instituto Millenium, o filósofo Roberto Romano e o antropólogo Roberto DaMatta. 


Romano acredita que o povo brasileiro ainda está aprendendo a viver em grandes sociedades urbanas e para DaMatta, a desobediência é uma herança da sociedade aristocrática e sinaliza status. 


Em entrevista ao jornal Zero Hora, Romano disse que o público espelha o privado e vice-versa: “Como em todas as relações sociais, há um movimento de imitação. Quando você tem um sistema político onde o recurso público é usado para fins privados, você tem uma sociedade onde o que é público não merece respeito. Pode estragar, quebrar. Nossa sociedade não tem o costume de respeitar o que é público e elege governantes que também não respeitam. É um espelhamento.” 

Há alguns anos Roderto DaMatta chama a atenção em suas pesquisas para o comportamento do brasileiro que relativiza regras e abusa do “jeitinho” perante normas e leis. 


No seu livro mais recente, lançado pela editora Rocco, “Fé em Deus e pé na tábua – como e por que você enlouquece dirigindo no Brasil” (2010), DaMatta analisa como o brasileiro age perante as leis de trânsito, o respeito ao outro e em relação à própria segurança sobre duas rodas. 

DaMatta vê um status na desobediência, tanto no desrespeito às leis em geral quanto as regras do trânsito “Dentro de casa, cada um tem seu espaço na socialização brasileira. Fomos criados em ambientes que comportam hierarquias bem definidas: arrumadeira, passadeira, lavadeira. 
São os últimos ecos de escravidão e de clientelismo que permeiam a sociedade brasileira. Esse quadro cognitivo, emocional, está nas nossas cabeças. Quando você vai para o trânsito, você tem uma situação desagradabilíssima: obedecer no Brasil é um sintoma de inferioridade. É um aspecto que a pesquisa identificou. Quem obedece, quem segue lei no Brasil, é babaca, idiota”, disse o antropólogo em entrevista ao jornal Zero Hora. 




Levy Compartilha:

    <http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/instituto-millenium/2011/01/20/brasileiro-ainda-esta-em-processo-de-cidadania/>

domingo, 16 de janeiro de 2011

Mundo Ideal e UTOPIA





Sonho com um mundo possível, (utopia hoje) onde possamos coabitar com fraternidade, com verdadeira harmonia, talvez o Reino Angélico. 

Lá não serão necessários (ou pelo menos em quantitativos menores) policiais, delegados, fiscais, advogados, promotores, juízes e muitos profissionais que precisamos atualmente, (com todo o respeito aos mesmos) com o propósito de garantir a ordem e a lei. 

Estaremos suficientemente educados para prescindir de tais serviços, e estaremos mais dedicados aos serviços de Educação e Cultura, Saúde e Transporte, Produção de alimentos, bens e serviços e todos os trabalhos que agreguem qualidade ao bem estar coletivo. 

Teremos prazer em servir, o trabalho será uma fonte de prazer e alegria para todos. 

Em UTOPIA, os últimos serão os primeiros – sob a ótica da Cidadania a ética e a gentileza. 

O maior protegerá o menor , o mais forte protegerá o mais fraco. 

O mais letrado instruirá o aprendiz, tratará com carinho e respeito o seu irmão menor, o menos aquinhoado. 

De igual modo, a deferência e o respeito pelos instrutores, pelos anciões, pelas hierarquias, pelos ancestrais, e pelos lideres enfim. 

O principio da preferência será exercido plenamente, pois os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos. 

Os mais carentes terão maior atenção e prioridade (as crianças, as gestantes, os idosos, os debilitados ou deficientes). 

As pessoas se tratarão com respeito, atenção e carinho, assim como também aos animais e as plantas. 

O uso de qualquer veiculo de transporte terá que obrigatoriamente impor responsabilidade aos seus usuários e condutores, quanto ao bem comum, à segurança e bem estar dos demais, principalmente aos pedestres. 

Do mesmo modo, a autoridade será exercida com amor, compreensão e dedicação. 

O Mestre, o forte, o sadio, é o que mais serve, um dia ele será servido também, assim como já o foi quando criança. 

Estas não são novas regras, são as mesmas instruções do nosso amado Mestre Jesus, que ainda não conseguimos seguir, pelo que vemos exatamente o inverso aqui e agora: 

Quanto mais poder, a que nível for (econômico, cultural, político etc.) maior a nossa arrogância, o abuso e o descaso ou desrespeito, e a dos grupos sociais. 

Tudo e todos são medidos em valores amoedados, em cifras. 

Vivemos hoje pelo dinheiro e para o dinheiro. A ganância, a ambição está corroendo nossos valores transcendentais. 

Vivemos em luta constante, em disputa contra todos pelo dinheiro, dinheiro e poder. 

E quanto mais temos mais queremos, mais desejamos. 

Buscai primeiro o Reino de Deus e sua Justiça, e todas as demais coisas vos serão acrescentadas”

Buscaremos o sentido da vida, no Servir, na arte ou oficio que escolhemos ou que nos foi designada, e o faremos com amor, e os frutos do trabalho serão repartidos com todos, e nada faltará a ninguém. 

Certamente lá encontraremos Madre Tereza de Calcutá, Ghandi, Jesus, Buda, São Francisco de Assis e muitos outros que vieram antes, para nos preparar. 

Apressemo-nos na pratica do que já nos tem sido freqüentemente ensinado, pois se aproxima o momento da prova, da avaliação do aprendizado. 

Namastê. 


Levy Compartilha.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Objetivo para COMPARTILHAR


Porque continuas pregando as virtudes e condenando os vícios?
Não vê que ninguém te escuta?
-“No principio eu escrevia para transformar as pessoas,
Se ainda hoje continuo escrevendo, é para evitar que as pessoas me transformem”.
(autor desconhecido)
Nossa meta para 2011:
Postar um ou dois artigos por semana, perfazendo um total máximo de oito postagens por mês, com foco e conteúdo relevante, para o objetivo da CIDADANIA, estimulando comportamentos éticos, visando a nossa evolução moral e espiritual (independente de dogmas religiosos).
Se for útil, permaneceremos, para fazer a diferença para melhor.
Não Para ser um numero, uma estatística, para ter uma lista de seguidores, uma aferição de freqüência; se não tiver utilidade, não atende o nosso objetivo.
Se não houver identificação de nicho para a nossa mensagem, não nos interessam outros ganhos, outros méritos (se existirem).
Queremos editar artigos, crônicas, textos enfim, frases, do que possa ser útil, que eleve e enobreça a criatura humana.
Queremos re-postar sempre que o artigo esteja alinhado com o perfil do nosso blog, com a nossa proposta.
Queremos oferecer sempre, coisas boas, coisas novas, ou escritas de forma nova, coisas relevantes dentro do contexto e objetivos do blog.
Precisamos saber de cada um que visite o nosso blog, ou que receba boletim por e-mail, alguma demonstração do seu grau de satisfação ou interesse, que nos motive (ou não) a continuidade.
Nesta expectativa, agradecemos antecipadamente a atenção de cada um que se dispuser a nos encaminhar seus comentários.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Mudança de Paradigma Civilizatório

Toda mudança de paradigma civilizatório é precedido por uma revolução na cosmologia

Parte da visão de cosmos e vida conforme Leonardo Boff
Porque não nos sentimos parte da Terra a estamos destruindo e, junto, à nós mesmos. Crédito: mi9

Por Leonardo Boff 

O mundo atual surgiu com a extraordinária revolução que Copérnico e Galileo Galilei introduziram ao comprovarem que a Terra não era um centro estável mas que girava ao redor do sol.

Isso gerou enorme crise nas mentes e na Igreja, pois parecia que tudo perdia centralidade e valor. Entretanto, lentamente impôs-se a nova cosmologia que fundamentalmente perdura até hoje nas escolas, nos negócios e na leitura do curso geral das coisas.

Manteve-se, porém, o antropocentrismo, a idéia de que o ser humano continua sendo o centro de tudo e as coisas são destinadas ao seu bel-prazer.

Se a Terra não é estável –pensava-se – o universo, pelo menos, é estável. Seria como uma incomensurável bolha dentro da qual se moveriam os astros celestes e todas as demais coisas.

Eis que esta cosmologia começou a ser superada quando em 1924 um astrônomo amador Edwin Hubble comprovou que o universo não é estável. Constatou que todas as galáxias bem como todos os corpos celestes estão se afastando uns dos outros.

O cosmos, portanto, não é estacionário como ainda acreditava Einstein. Está se expandindo em todas as direções. Seu estado natural é a evolução e não a estabilidade.

Esta constatação sugere que tudo tenha começado a partir de um ponto extremamente denso de matéria e energia que, de repente, explodiu (Big-Bang) dando origem ao atual universo em expansão. Isso foi proposto em 1927 pelo padre belga, o astrônomo George Lemaitre, o que foi considerado esclarecedor por Einstein e assumido como teoria comum.

Em 1965, Arno Penzias e Robert Wilson demonstraram que, de todas as partes do cosmos, nos chega uma radiação mínima, três graus Kelvin, que seria o derradeiro eco da explosão inicial.

Analisando o espectro da luz das estrelas mais distantes, a comunidade científica concluiu que esta explosão teria ocorrido há 13,7 bilhões de anos. Eis a idade do universo e a nossa própria, pois um dia estávamos, virtualmente, todos juntos lá naquele ínfimo ponto flamejante.

Ao expandir-se ele se auto-organiza, se auto-cria e gera complexidades cada vez maiores e ordens cada vez mais altas. É convicção de notáveis dos cientistas que, alcançado certo grau de complexidade, em qualquer parte, a vida emerge como imperativo cósmico.

Assim também a consciência e a inteligência. Todos nós, nossa capacidade de amar e de inventar, não estamos fora da dinâmica geral do universo em cosmogênese. Somos partes deste imenso todo.

Uma energia de fundo insondável e sem margens – abismo alimentador de tudo - sustenta e perpassa todas as coisas ativando as energias fundamentais sem as quais "nada existe do que existe".

A partir desta nova cosmologia, nossa vida, a Terra e todos os seres, nossas instituições, a ciência, a técnica, a educação, as artes, as filosofias e as religiões devem ser resignificadas. Tudo e tudo são emergências deste universo em evolução, dependem de suas condições iniciais e devem ser compreendidas no interior deste cosmos vivo, inteligente, auto-organizativo e ascendente rumo à ordens ainda mais altas.

Esta revolução não provocou ainda uma crise semelhante a do século XVI, pois não penetrou suficientemente nas mentes da maioria da humanidade, nem da inteligência, muito menos nos empresários e nos governantes. Mas ela está presente no pensamento ecológico, sistêmico, holístico e em muitos educadores, fundando o paradigma da nova era, o ecozóico.

Por que é urgente que se incorpore esta revolução paradigmática? Porque é ela que nos fornecerá a base teórica necessária para resolvemos os atuais problemas do sistema-Terra em processo acelerado de degradação. Ela nos permite ver nossa interdependência e mutualidade com todos os seres.

Formamos junto com a Terra viva a grande comunidade cósmica e vital. Somos a expressão consciente do processo cósmico e responsáveis por esta porção dele, a Terra, sem a qual tudo o que estamos dizendo seria impossível.

Porque não nos sentimos parte da Terra, a estamos destruindo. O futuro do século XXI e de todas as Conferências das Partes (COPs) dependerá da assunção ou não desta nova cosmologia. Na verdade só ela poderá nos salvar.
 
Agradecimentos a: 
Paulo R. Poian.
Consultor da Revista UFO Brasil

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sábado, 25 de dezembro de 2010

Sobre os Salários



A revolta pelo aumento dos salários dos parlamentares é grande. Com a aprovação da proposta, os deputados e senadores terão, a partir de fevereiro, um aumento de 61,08%; 133,96% nos vencimentos do presidente e 148,63% nos vencimentos do vice-presidente e dos ministros de estado. A aprovação relâmpago, segundo estudiosos do tema, provocará um efeito cascata nos estados e municípios e produzirá um acréscimo na folha de salários na ordem de R$142 milhões ao ano.
Um dos argumentos utilizados é o direito constitucional de se igualar os salários dos parlamentares aos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Além disso, a atitude que deixa a sociedade, mais uma vez, indignada é de que desde 2007 os vencimentos da “casa” estavam em desacordo com a inflação acumulada, até então. Só resta esclarecer que a inflação do período até os dias atuais é de 19,9%.
...
Também cabe ressaltar que o aumento do salário mínimo é sempre a mesma ladainha e os percentuais praticados são sempre irrisórios, o que deixa os trabalhadores cada vez mais insatisfeitos com a situação de desespero em que vivem. Afinal, de contas, plano de saúde é artigo de luxo. As filas do INSS e dos postos de saúde abreviam a vida de qualquer um. Se não for pela própria doença que, muitas vezes, os afligem, será pelo stress na demora do atendimento.
Vale lembrar que manter os deputados custa aos cofres públicos aproximadamente R$99 mil e R$120 mil os vencimentos dos senadores. Em outras palavras, podemos considerar que o produto da arrecadação de tributos financia os vencimentos dos congressistas. Sendo assim, um aumento considerado da folha de salários provocará, obviamente, aumento do gasto público.
Baseada nessa linha de raciocínio, uma pergunta não quer calar: Qual será a medida adotada para arcar com mais essa despesa? Seria um ajuste fiscal que prevê, principalmente, aumento da carga tributária? Seria esse um grande pretexto para que a CPMF ressurja das cinzas?
Hoje, a única resposta que temos é de que o brasileiro continua sofrendo com falta de hospitais e um atendimento digno de quem contribui com sua cota para que o poder público cumpra com o seu papel.

Artigo de Sueli Angarita
http://www.imil.org.br/artigos/e-os-salarios-o/

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quanto você paga de impostos?



O consumidor não sabe ao certo quanto paga de impostos nos bens ou serviços que consome, e nem como este dinheiro é distribuído.
Só para se ter uma idéia, segundo a Federação das Indústrias do Estado do Paraná.:
Cada garrafa de água mineral consumida, 38% do valor é imposto. 
  • No arroz, feijão ou carne bovina estão incluídos 17% de tributos. 
  • Em uma taça de vinho, 55% do preço é imposto 
  • Em uma dose de caipirinha, 77% do valor vai para o governo. 
  • Celular, luz e água , respectivamente,46%, 48% e 38%. 
Ao todo, existem 85 impostos e taxas diferentes no país. O resultado disso é que os brasileiros trabalham praticamente de janeiro a maio somente para pagar tributos. Cerca de 40% do que cada brasileiro ganha no ano vai para os impostos. Isso por que pagar imposto é um dever do cidadão. Mas em contrapartida, devolvê-los para a sociedade, na forma de melhorias públicas, é um dever do governo.
Em nome destas melhorias que o setor público consumiu, em 2010, cerca de R$ 1,4 trilhão, assim ficam distribuídos: :
  • Governo Federal (R$ 800 bilhões), 
  • Estados (R$ 400 bilhões) 
  • Municípios (R$ 200 bilhões). 
Para pagar a conta, serão recolhidos até o fim do ano R$ 1,3 trilhão em impostos. 
A maior parte do dinheiro vem das empresas, que são responsáveis pela arrecadação de cerca de 70% do total. 
A carga tributária no Brasil é de 37% do PIB, o que significa que os cofres públicos recebem um valor que equivale a mais de um terço do que o país produz. 
Apesar de toda esta quantia trilionária, o resultado das contas públicas – a diferença entre a receita de impostos e as despesas do governo – deve fechar, em 2010, com R$ 100 bilhões no vermelho. Como o governo geralmente gasta mais do que ganha, acaba se endividando, pois pega emprestado para pagar suas contas. A dívida total já soma mais da metade de tudo o que o país produz em um ano. Uma gestão pública pouco eficiente, que distribui milhares de cargos segundo interesses políticos, e a corrupção, podem ser as grandes vilãs na história.
Diante disso, o quadro que fica é de um país no vermelho, que apesar de ficar com 40% da renda anual de seus cidadãos, não consegue pagar suas dívidas e nem sustentar satisfatoriamente o peso da estrutura do governo. Uma das saídas para que o Brasil cresça e gere ainda mais empregos pode estar exatamente nos tributos, na tão sonhada redução de imposto via reforma tributária, uma mudança evitada e constantemente adiada pelos governos.


Entenda como o dinheiro é distribuído pelo governo
Se chegar R$ 100 de imposto no setor público é assim que o dinheiro será dividido proporcionalmente: 
  • R$ 28,00 para a previdência 
  • R$ 15,00 para saúde e saneamento 
  • R$ 13,00 para a educação 
  • R$ 12,80 para pagar juros da dívida 
  • R$ 5,70 para custear a administração 
  • R$ 3,70 para transporte 
  • R$ 3,70 para segurança 
  • R$ 3,50 para assistência social 
  • R$ 3,20 para o Judiciário. 
  • R$ 8,40 para outras áreas 
  • R$ 3,00 em habitação e urbanismo. 
http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/voce-sabe-quanto-paga-de-imposto-em-cada-produto/?ga=dtf


Caso o Brasil integrasse o rol dos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), perderia apenas para a Dinamarca (48,2%), Suécia (46,4%), Itália (43,5%) e Bélgica (43,2%).
De acordo com a vice-presidente do IBPT, Letícia do Amaral, é surpreendente o fato de o Brasil ficar atrás somente de países europeus, altamente desenvolvidos.
“Ao contrário do Brasil, eles prestam serviços públicos de qualidade, garantindo à sua população saúde, segurança, educação, previdência social, boas estradas, reembolso de medicamentos, auxílio moradia e outros”, afirma.
No Brasil, a população precisa trabalhar 150 dias para custear a cobrança de tributos por parte do governo. “O brasileiro ainda tem de trabalhar outros quase cinco meses somente para pagar, ao setor privado da economia, os serviços públicos essenciais que o governo deveria garantir-lhe, pois é essencialmente para isto que os tributos são pagos”, diz Letícia.


Levy Compartilha.

Caro leitor, Como você avalia a cobrança de impostos no Brasil? 

Você acredita que uma das saídas para o crescimento do país é a reforma tributária?
Envie-nos o seu comentário.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Cidadania Planetária



Breves reflexões 


Vivemos momentos de profundas transformações sociais, e não temos, no plano histórico, referenciais adequados que sirvam de guias confiáveis para as nossas decisões presentes. Assim sendo, estamos inteiramente à mercê do que o futuro irá nos apresentar. Nossa capacidade de planejamento, inteiramente alicerçada em paradigmas que, em sua maioria, já se esgotaram, é questionada todos os dias. Com isso, ninguém mais se atreve a fazer previsões a longo e médio prazo. No máximo, surgem especulações e desenvolvimento de cenários possíveis quanto a como será o futuro dentro de uma ou duas décadas, caso algumas tendências principais se mantiverem. Cenários futuros são como as cartas de um jogo de baralho, com muitas probabilidades e poucas certezas. Teremos conhecimento e sabedoria suficientes para o enfrentamento desse futuro tão incerto, que se aproxima cada vez mais rápido? 

O mundo está pedindo, quase que implorando, novas visões e novos comportamentos éticos, seja entre os próprios seres humanos ou em relação ao Planeta, o que inclui todas as formas de vida. A grande verdade é que não podemos mais prosseguir em direção ao futuro contando apenas com a bagagem que era considerada perfeita até alguns anos atrás. Tudo mudou. E mudou rapidamente. O que ocorria no espaço de duas ou três gerações, hoje acontece no período de uma só geração. E, às vezes, até menos. 

Mas não é somente a Terra que sofre. Todos nós, seres humanos, estamos sofrendo de alguma forma. Quem não estiver sofrendo fisicamente, estará sob a forte tensão gerada pela incerteza e insegurança. Além disso, em meio à Natureza, há um sofrimento calado por parte de todas as formas de Vida. Um grande efeito desse sofrimento contínuo, é que estamos cada vez mais acostumados com ele. Já não nos causa espanto e faz parte do cotidiano. Essa banalização do sofrimento é muito problemática para qualquer sociedade. Ao perdemos, coletivamente, a capacidade de fraternidade, compaixão e solidariedade, cada ser humano fica entregue à sua própria sorte. A civilização fica sob sérios riscos, pois perde, coletivamente, o senso crítico. 

Demografia, ciência, tecnologia, meio ambiente e política formaram um caldo de cultura problemático, incontrolável e explosivo. Não se pode esquecer as questões religiosas e o fundamentalismo crescente no mundo inteiro. Quem se atreve a planejar em meio a um conjunto de variáveis tão difíceis? Um mundo que hoje é caracterizado pela complexidade e incerteza, em constante mudança. O grande problema é que permitimos que o atual sistema econômico-industrial avançasse muito e sem regras definidas. Confundimos crescimento com desenvolvimento, esquecemos a dimensão humana, transformamos cada indivíduo em consumidor e deixamos o problema crescer em demasia. As principais mudanças que hoje são necessárias teriam de ocorrer décadas atrás, quando as coisas ainda estavam em estado latente. Mas a visão que permitiu à Humanidade observar criteriosamente os seus próprios problemas só surgiu no final do século XX. Até então, estávamos vivendo dentro do próprio problema e sem condições de um ponto externo privilegiado que nos permitisse avaliar a tudo aquilo que fazia parte de nossas vidas. Esse ponto privilegiado é o grande acervo de conhecimentos alcançados nos últimos anos. Mesmo assim, ainda não é para todos. 

As mudanças profundas que caracterizam o momento atual trouxeram muitos benefícios inegáveis. Ir contra o avanço do conhecimento e tudo o que ele nos proporcionou seria um ato terrível. O erro principal está no conhecimento sem consciência, pois o conhecimento é um inegável tesouro para quem sabe lidar com ele, mas uma maldição quando em mãos e mentes sem ética. Por isso, surgiram problemas com os quais sequer sonhávamos em meados do século XX, quando tudo parecia ir bem e que o mundo entraria numa fase áurea, desde que os Estados Unidos e União Soviética resolvessem as suas diferenças. A Guerra Fria acabou, a terrível ameaça do holocausto nuclear não se concretizou e, mesmo assim, o Planeta tornou-se o palco de intermináveis problemas. Ocorreu tudo ao contrário do que era esperado ou, pelo menos, sonhado. Onde teríamos errado? A resposta é simples e clara: erramos por não termos gerado, antes de todos os problemas sofrerem um agravamento, as condições necessárias para a formação de uma consciência planetária. 

É claro que os enfoques são diferenciados para cada um dos seus integrantes. Isso se explica porque vivemos no mundo da diversidade: biológica e cultural. Diferentes religiões, diferentes formas de expressar a espiritualidade, diferentes idiomas, diferentes ideologias e sistemas econômicos, diferentes visões de mundo. Diferenças, diferenças e mais diferenças... Como integrar tudo isso? Não será fácil. Contudo, apesar das diferenças, temos um fator comum: a nossa humanidade. Os livros de medicina, por exemplo, servem tanto para curar os orientais quanto aos ocidentais. 

Não viemos para este mundo para desfrutar de férias prolongadas, um breve intervalo temporal em meio à eternidade. Viemos para este mundo com a missão de torná-lo melhor, para nós e nossos descendentes. Viemos em busca de significado e sentido. Ao tornar o mundo melhor, passaremos por um processo interior semelhante. Tenho uma visão espiritual a respeito e sigo os seus parâmetros. Pelo menos para mim tem dado bons resultados. 

A meu ver, a “Hora da Terra é agora”. Não temos mais condições de aguardar que outros façam o que nos cabe por direito e dever, mesmo porque a maioria absoluta das pessoas está preocupada com as dificuldades de sua própria vida, quando não a mais cruel, dura e realista sobrevivência, a luta do cotidiano. Portanto, cada um de nós, conscientes dos problemas, terá de trabalhar de forma a compensar a inércia de milhares de pessoas. Este é o grande desafio para todos aqueles que resolverem trabalhar pela Terra. E quando falamos em trabalhar pela Terra, não se trata apenas de resolver as questões ambientais. Trata-se de tudo o que existe neste Planeta. Não podemos mais tratar apenas de questões pontuais, específicas, resolvendo um problema e dando origem a outro, por vezes bem maior e mais grave. A visão sistêmica, holística e integradora, é uma característica desta época. 

A Humanidade está atingindo a sua maioridade planetária, pronta para uma maioridade cósmica. Passaram a fazer parte da “teia da Vida”, ou seja, despertaram definitivamente para a missão pessoal. Suas vidas nunca mais foram as mesmas. Tudo mudou e mudará mais ainda. 

Deve-se esclarecer que todos os seres humanos são seres planetários. Até mesmo uma simples bactéria é um ser planetário. Mas a cidadania planetária é a consciência de um ser planetário quanto seus próprios direitos e deveres por ter nascido na Terra. Assim, saber quem somos nós é muito importante. Precisamos, portanto, saber onde estão os nossos concidadãos planetários, aqueles que já despertaram e estão dispostos a trabalhar pela Humanidade. 

A “Carta da Terra” deve tornar-se o código de conduta e atuação do Cidadão Planetário. No preâmbulo da Carta da Terra encontramos o rumo a ser tomado pela Humanidade: “...é imperativo que nós, todos povos da Terra, declaremos as nossas responsabilidades uns aos outros, bem como o respeito à vasta comunidade dos seres vivos e das gerações futuras.” Mas quem seriam tais cidadãos? Como escolheríamos tais pessoas? Quais critérios seriam estabelecidos para tão difícil seleção? Existiriam essas pessoas? Uma das exigências seria a de que o indivíduo revelasse um amor incondicional não só pela Humanidade, mas por tudo o que existe na Terra. Em outros termos, pela “Obra da Criação”. Além disso, tais pessoas seriam as precursoras de uma nova era no relacionamento entre os povos. 

Por um privilégio cósmico, habitamos o mais belo e hospitaleiro planeta do Sistema Solar. Estarmos aqui é um grande merecimento e deveríamos agradecer ao Poder Superior, durante todos os dias de nossa existência, por um presente tão significativo. Cada momento vivido, de forma consciente, é único e sagrado, assim como cada Vida é sagrada e pertencente ao Universo. Graças à nossa ação irrefletida, talvez estejamos impedindo a possibilidade de realização de um fabuloso Projeto Cósmico, cujo alcance e propósito não podemos, ainda, sequer imaginar, mas que certamente dele faríamos parte. 

Segundo Max Weber, o sociólogo alemão, a Humanidade teria três fontes básicas de motivação: a espada (força), o dinheiro (ganância) e as palavras (sonho). As duas primeiras já mostraram as suas falhas. Portanto, resta-nos apenas o sonho, o portal da esperança quanto a um mundo melhor, justo e seguro.

 Recorte de trechos extraídos do Projeto Águia Por Paulo R. C. Medeiros
Membro do Conselho Mundial de Cidadania Planetária 


Leia na integra clicando no link abaixo:

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domingo, 5 de dezembro de 2010

Está Despedido



Você é diretor de uma indústria de geladeiras. O mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, os economistas americanos prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide, pelo sim, pelo não, economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.
Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução.
"Antes de mais nada, eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais, economizando 12 200 000 dólares. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar". É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento, muitas até premiadas por sua "responsabilidade social".
Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:
-Levante-se e saia da sala.
-Desculpe, professor, eu não entendi - disse John, meio aflito.
-Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.
Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé.
Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral.
Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:
-Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.
Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito, nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária.
Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir", também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada.
O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio.
Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.

Stephen Kanitz
Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, 14 de Novembro de 2001.


http://blog.kanitz.com.br/2010/11/


tags:comportamento, responsabilidade social


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terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Formação do Cidadão.



Cidadão dentre outros conceitos e prerrogativas é aquele que habita a cidade,  aquele que convive em sociedade, convive socialmente, e nesta ótica do convivendo é aquele que respeita normas (reconhece) e regras de boa convivência.


Vemos com frequencia estas normas de civilidade, de urbanidade serem quebradas, na maior parte das vezes por ignorância, por desconhecimento, pela carência de educação, pela ausência de referencias, de modelos para a convivência em sociedade.


Precisamos resgatar valores como o da gentileza, cortesia, solidariedade, fraternidade, confiança, respeito.


O Cidadão do terceiro milênio deverá não só possuir instrução tecnológica, mas sobretudo educação (moral, social, ambiental etc).



Com todos os avanços tecnologicos ainda precisamos educar os cidadãos, afim de que o convivio em sociedade seja produtivo e salutar a todos.



Eu creio nesta possibilidade, eu luto por ela.


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tags: cidadania, ética, valores e princípios morais

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Exercendo a Cidadania



A Cidadania é assim, muitas vezes precisamos exigir cobrar os nossos direitos.

Diz um provérbio árabe: se alguém lhe rouba, lhe ofende ou maltrata, a culpa é dele;
Se ele continua lhe roubando e ofendendo a culpa passa a ser sua.

Se você pisar no pé de alguém, peça desculpas; se pisarem no seu e não se desculparem, reclame, denuncie que foi pisado afim de quem o pisou não continue a fazê-lo, até admitindo que você permitiu ou concordou.

Seja Gentil, o quanto você gostaria que fossem consigo, trate e atenda bem a todos, um dia você ou alguém seu precisará ser atendido também.

Exija ser tratado com cordialidade e respeito, se assim você age com relação aos demais.

Lembre sempre: o seu direito termina, onde começa o do outro.

Respeite o espaço público, o bem comum e o bem alheio.

Viva de tal modo que quando partires deste mundo o faça na certeza de tê-lo deixado melhor (Escotismo para Rapazes).

Escola de Cidadania

É um espaço de dialogo, aberto, de cunho moral- filosófico- espiritual, independente de qualquer dogma ou seita, livre de todo e qualquer sectarismo, que visa despertar na sociedade, através da conduta de seus membros, a cidadania proativa, participativa, humanista e solidária, objetivando uma convivência social mais produtiva e saudável.

Neste sentido, o bem comum, o respeito às leis e ao meio ambiente, as normas de civilidade, urbanidade, cordialidade, lealdade e gentileza, são valores cultivados para alcançarmos a verdadeira CIDADANIA responsável e consciente, onde daremos todo o nosso empenho para oferecer o melhor de nós mesmos, enquanto cidadãos, (funcionários, profissionais, Pais, filhos etc..).

Da mesma forma, cobraremos conduta semelhante nos ambientes onde estivermos tanto como prestadores como recebedores de serviços, a fim de acelerarmos o processo de Educação Cidadã.

A partir destes princípios, buscaremos identificar nas localidades onde habitamos questões ou problemas nos quais poderemos contribuir para apresentar ou propor soluções.

"Somente é digno de seus Direitos, quem luta por eles" (Martin Luther King).

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